Phoenix - Gestão Ambiental

13 de Janeiro de 2010


O que o aumento espetacular das reservas e o avanço tecnológico nos trará de bom?

Já não há dúvidas a respeito da grandiosidade das reservas abaixo da camada do Pré-Sal, e esse crescimento fabuloso certamente nos trará muitos e muitos bilhões de dólares, sejam na forma de impostos, de investimentos, ou, principalmente, na forma de aumento de renda para quem trabalha direta ou indiretamente na Indústria do Petróleo. Neste momento, como já dissemos inúmeras vezes, nossos maiores desafios são de ordem tecnológica, financeira e humana.

O setor petrolífero brasileiro está trabalhando duro a fim de desenvolver a mais avançada tecnologia “offshore”, área na qual já somos uma referência mundial, da forma mais rápida possível. Neste momento carecemos de equipamentos (os disponíveis encarecem dia após dia) e profissionais capacitados na quantidade que necessitamos para atender esta inesperada e gigantesca demanda.

Imaginem que nossas reservas poderão facilmente quadruplicar, mas não esqueçam de levar em conta que este tesouro está a 350km do litoral e a mais de 6 mil metros de profundidade. Façam as contas conosco: quantos navios e barcos de apoio deverão ser construídos? Quantas das tão complexas “Árvores de Natal”? BOP.s? Quilômetros de umbilicais necessários para explorarmos e produzirmos todo este óleo que tanto ambicionamos?

Avancemos um pouco em nosso desafio. Quantos milhares de quilômetros de tubos sejam eles “Risers”, dutos, ou tubos flexíveis, serão necessários para podermos escoar todo este óleo? Pensem ainda em quantas sondas, plataformas e FPSO’s serão necessários somente para o Pré-Sal?

Avaliem que tipo de helicóptero teremos que dispor para transportarmos com rapidez e segurança este exército de profissionais para, muitas vezes, 350km mar a dentro. Por falar nos profissionais, questiono ainda como treinaremos milhares e milhares de pessoas, na quantidade e qualidade necessárias para atender às crescentes demandas técnicas e gerenciais, nos prazos exigidos.

Nesta nova Indústria do Petróleo os projetos serão bem mais complexos e numerosos, o que nos exigirá a capacidade para um processo decisório mais ágil e mais seguro. Além disso, com as IOC’s (Internacional Oil Company) concorrendo entre si, os “head hunters” terão muito trabalho, e as empresas mais ainda para atrair e fidelizar seus talentos.

Com todo o desafio vislumbrado, nós estamos bastante otimistas com o futuro de nossas carreiras, e você, como se sente?

Por Mauro Kahn


03 de Agosto de 2009


Campanha para substituição de sacos plásticos é lançada na Maré

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a secretária do Ambiente do Rio, Marilene Ramos, lançam nesta segunda-feira (03/08), às 9h, na Ecobarreira do Canal do Cunha, na Maré, Zona Norte do Rio, a campanha "Saco é um Saco". O objetivo é fazer com que os moradores da comunidade troquem as sacolas plásticas por bolsas feitas de material reutilizável.

Projeto de lei sancionado no fim do mês passado pelo governador Sérgio Cabral obriga os estabelecimentos comerciais a substituírem gradualmente os sacos plásticos. O evento terá a participação do presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins Pereira, e de representantes de várias entidades.

Fonte: Agência Rio

01 de Agosto de 2009


Demora em punir irregularidades em áreas de preservação deixa “sensação de injustiça”

A postergação da demolição de mansões irregulares em reservas ambientais ou da cobrança de multas, por meio judiciais, causa “sensação de injustiça” nas comunidades caiçaras do sul fluminense que, muitas vezes, não conseguem autorização de órgãos ambientais para a reforma de suas casas ou têm as construções derrubadas nessas áreas.

A observação é do responsável pela Área de Proteção Ambiental (APA) Cairuçu, no sul fluminense, Eduardo Godoy. Ele foi indicado pelo Instituto Chico Mendes (vinculado ao Ministério do Meio Ambiente) como gestor da área de 33 mil hectares de Mata Atlântica e de praias onde vivem secularmente mais de mil pessoas que formam dez comunidades caiçaras.

“Nosso objetivo é tocar os processos de construção irregulares, que já foram embargadas diversas vezes, que têm até ações demolitórias prontas, mas que não chegaram até o final”, afirmou.“Isso cria uma situação de injustiça ao mais pobres, de que nada acontece... Praticamente, a demolição uma casa (de luxo) em área irregular, nunca aconteceu”.

Há pouco mais de um mês no cargo, Godoy não soube precisar quantas são as multas e as ações de demolição contra condomínios de luxo, mansões ou casas de populações locais, mas informou que trabalha em parceria com órgãos jurídicos do governo estadual e do governo federal para agilizar a aplicação das penalidades e manter a fiscalização.

O vice-presidente do Instituto Estadual do Ambiental (Inea), Paulo Schiavo, concorda com Godoy. Responsável pela Reserva Ecológica da Juantiga, área de 8 mil hectares, sobreposta a APA, o engenheiro ambiental acrescenta que o problema também gera desconforto nas equipes de fiscalização.

“Nós também ficamos frustrados. Há um desgaste”, reclamou. “Preparamos uma operação, mobilizamos uma equipe - que, às vezes, corre risco nos barcos devido ao mar agitado -, fazemos o flagrante e preparamos o laudo para no final, um bom advogado reverter tudo. Acaba que a lei serve para uns e não para outros”.

Entre os casos que considera mais “emblemáticos” de postergação de demolições, o vice-presidente cita o processo contra o piloto de automobilismo Xandy Negrão, que construiu casa e bangalôs no Saco do Mamanguá, o único fiorde (golfo) do país, dentro da Juatinga. A situação é acompanhada pelo Ministério Público Estadual e Federal.

Até a publicação desta matéria, a assessoria do piloto, que participa de competições fora do país, não respondeu à Agência Brasil.

Fonte: Isabela Vieira/ Agência Brasil

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